Ao elaborar orientações nutricionais o profissional de nutrição precisa conhecer os hábitos alimentares e o estilo de vida de cada indivíduo.
As orientações nutricionais são individualizada tendo como meta as " Dietary Reference Intakes" (DRIs), que são valores de referência dos nutrientes de acordo com a faixa etária e o sexo objetivando suprir as necessidades nutricionais de cada indivíduo. Visando a promoção da saúde e hábitos alimentares corretos elaborou-se um guia alimentar sobre a forma gráfica de uma pirâmide.
Os alimentos estão distribuídos na pirâmide em oito níveis, sugerindo a maior participação e importância dos alimentos nos grupos de base para o topo da pirâmide : cereais, pão, tubérculos, raízes ( fonte de carboidratos); frutas, verduras e legumes (fonte de vitaminas, minerais e fibras); feijões ( fonte de proteína vegetal e fibras); leite, iogurtes e queijo (fonte de proteínas, cálcio e vitaminas) e localizados no topo estão os óleos e gorduras (fonte de gordura) os açúcares e doces ( fonte de carboidrato simples). Observamos que se consumirmos todos estes alimentos diariamente nas quantias estipuladas para cada um, estaremos ingerindo todos os nutrientes que nos asseguram um vida com saúde. Leia mais na matéria escrita em Dezembro 2000: Modelo de Alimentação Saudável: Pirâmide Alimentar.Para cada nível da pirâmide foram estabelecidas as porções dos alimentos mostrando-nos a importância e a necessidade de ingerimos todos os grupos de alimentos nos porções recomendadas. Estabeleceu-se um número mínimo (1600 Kcal) e máximo de quilocalorias (2800 Kcal/dia) que deverá ser recalculado pelo nutricionista de acordo com as necessidades de cada indivíduo.
É necessário que associado as recomendações acima, não esqueçamos da necessidade de uma correta ingestão de "água" e atenção ao consumo de "sal".
Em nutrição a sabedoria está em fazer o possível, não o ideal Devemos procurar fazer pelo menos três refeições ao dia: café da manhã, almoço e jantar, intercalando com pequenos lanches entre as principais refeições.
O café da manhã deverá ser composto de produtos lácteos, frutas e/ou sucos de frutas natural, cereal e/ou pães ou torradas, sempre com muita atenção a quantidade de recheio utilizada sobre o pão.
O almoço com verduras, legumes crus e cozidos, arroz ou massas, leguminosas (soja, grão de bico, feijão branco, lentilha), pelo menos três vezes na semana optar pelo consumo de carne branca sem pele, não esquecendo do peixe e no caso de carnes vermelhas escolha as magras (lagarto, patinho, coxão mole, coxão duro, maminha e filé mignon) sempre em quantidades moderadas e como sobremesas optar por frutas.
O jantar não deve ser muito próximo ao sono e em menores quantidades que no almoço com opções por pratos leves, como massas suaves, sopas, lanches com frios magros, sempre com saladas acompanhando.
Procure optar por preparações assadas, cozidas e grelhadas. A distribuição das calorias é mais importante do que a quantidade de calorias consumidas em um dia. O importante é que independente do lugar onde realizaremos a nossa refeição, tenhamos em mente a escolha correta dos alimentos com base na pirâmide alimentar.
As necessidades nutricionais dos bebés são completamente asseguradas pelo leite materno ou através de fórmulas especiais de leite fortificado em ferro até atingirem os seis meses de idade. Hoje em dia, é aceite pela comunidade científica internacional que a alimentação mais saudável para um bebé até aos seis meses é o leite materno, reunindo todos os elementos essenciais para a nutrição do bebé e o desenvolvimento e crescimento até essa idade.
O seu pediatra pode-lhe contudo recomendar um suplemento de vitamina D, caso o seu bebé seja alimentado exclusivamente com o leite materno. Por volta dos quatro até aos seis meses, os bebés começam a observar e imitar os hábitos alimentares dos pais e outros adultos com quem estabelecem contacto regularmente. Nesta altura, o bebé pode estar já preparado para acrescentar alimentos complementares ao leite materno.
Naturalmente que os pais, avós ou outros responsáveis pela alimentação do bebé têm dúvidas sobre questões fundamentais: Quando está o bebé preparado para alimentos sólidos? Quais os alimentos que devem ser incluídos e quais os mais saudáveis? Que quantidade é suficiente?
Este guia fornece as directrizes gerais para a introdução dos bebés aos alimentos sólidos, bem como algumas dicas para que as refeições decorram da forma mais segura possível. Tome em consideração que cada bebé é um ser individual, e que pode estar preparado para alimentos diferentes com base na sua idade, necessidades nutricionais, de desenvolvimento ou outros factores. Consulte sempre um técnico especialista em saúde, preferencialmente um pediatra, para conselhos específicos de alimentação saudável para o seu bebé.
Porque devo esperar que o meu bebé tenha entre quatro e seis meses de idade para que possa alimentá-lo com sólidos?
● O seu bebé obtém todos os nutrientes que necessita para o desenvolvimento a partir do leite materno ou através de leite especial fortificado com ferro para bebés até aos primeiros quatro/seis meses de vida.
● O risco do bebé ter uma reacção alérgica aos alimentos é menor a partir dessa idade, sendo preferível esperar até então para introduzir sólidos, especialmente se existe um historial de alergias na família.
● O seu bebé não está preparado para digerir outros alimentos além do leite materno ou leite para bebés fortificado até aos quatro/seis meses.
● O sono do bebé perde qualidade com o acréscimo de alimentos sólidos antes dessa idade.
● O risco do seu bebé sufocar com alimentos sólidos é maior nos quatro/seis meses de vida.